segunda-feira, 23 de maio de 2016

Esperança. E em todas as cores sempre para uma segunda mais encorajadora



Nas "travessurartes" do fim de semana, buscando cores lá fora para colorir o que está por dentro, vi um pendente desbotado e a partir dali decidi reformá-lo: hope, esperança. Simbolicamente, assim como muitos, preciso recarregá-la. Mas de que cor? Verde? Mas por quê verde? Quem convencionou assim? As explicações quadradas do jardim da infância?... "Ora porque o verde representa as matas do nosso país."

A partir de agora a minha seria então vermelha. E por quê? Daí lembrei de um livro da Marilena Chauí que faziam uma passagem sobre a antítese que guardava tal cor. Ao mesmo tempo que lembra sangue, vida, paixão, também remete, por sua vez, ao desejo, sua irracionalidade, ao pecado, a tentação, a luxuria, a subversão, à esquerda. 

Enfim, o verde até pode ser mandatário do ato de plantar para crescer; ser paciente para colher os frutos maduros do tempo, porém, em tempos de retrocessos é preciso que a esperança seja conquistada com "unhas e dentes" ou  com "Sangue, Suor e Barricadas". Então tá! Minha esperança é vermelha não só por escolha de uma cartela de cores mais coloridas, profana, mas por necessidade e urgência de vida, de desejo e de estar à esquerda do que está posto por aí de forma tão fundamentalista, desumana e odiosa. Inclusive quando se trata das segundas-feiras...o que seria destas se não fossem aquela: a esperança.


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