quarta-feira, 7 de dezembro de 2016

Bem-me-quer?

Vernissage e um acessório feminino assinado justamente como brincadeira de infância: Bem-me-quer. Mal-me-quer? Bem-me-quer...mas ninguém quer chegar no mal, não é? No desamor... Naquele momento de falta, de impotência. E por isso, batalhamos tanto para ser referência em algo: excelente esposa, amante, filha, mãe, irmã, artista, trabalhadora, intelectual... o que se torna nosso motor, meta. Entretanto, e quando sai errado? E ao invés do sentimento de potência, abre alas o vazio, o medo e a incerteza de quem somos, o que queremos...e se apodera de nós um sentimento de deslocamento, de fragmentação. Contudo,  o mal-me-quer é parte do bem. São partes indissociáveis e imprescindíveis para que as nossas experiências - parafraseando quase um mantra - tragam um novo potencial, o que traz a serenidade para aceitar aquilo que não se pode mudar circunstancialmente junto com a coragem para cavar oportunidades de mudanças. Ou seja, fortalecidos nos males quereres da impotência, nossa potência de bem ser querido reafirma a necessidade em ser, em muitos momentos, apenas flex. Nem certo, nem bom, nem perfeito, mas a paradoxal aceitação de sermos impotentes e potentes seguindo a caminhada.

Nenhum comentário:

Postar um comentário

Queres aclarar, observar, deduzir, narrar despretenciosamene? Bem-vindo! Caso queiras apenas maliciosamente criticar, por acaso não é seu espaço, nem virtual...